Cada serviço possui um custo de mão-de-obra,
material e equipamento, tudo isso deve ser agregado ao preço final do
produto, o levantamento desses custos deve ser o ponto mais difícil no
planejamento de um projeto, por que trabalhamos diretamente com
variáveis de custos e principalmente o fator humano que por natureza é
bastante complexo, tudo isso dentro de um sistema previamente
elaborado para um determinado projeto que deve atingir todos os seus
objetivos.
Para a execução de um projeto, são necessários
recursos financeiros, recursos humanos, onde deve ser criado um plano
de planejamento e gerenciamento da mão-de-obra e recursos de
maquinários e equipamentos, onde também deve ser criado um plano de
planejamento e gerenciamento.
Muitas obras não possuem esse plano de
planejamento e gerenciamento de maquinários e equipamentos, ou seja,
não possuem um cronograma de equipamentos incorporado ao projeto e que
esteja atualizado constantemente com o cronograma físico da obra, isso
porque o processo de execução dos serviços é dinâmico,
inter-relacionado, interagente e interdependente.
Para a criação do cronograma de equipamentos, o
cronograma físico da obra deve está definido, assim como o método e o
processo de execução e o pessoal de operação. São levantadas todas as
atividades que irão mobilizar equipamentos e o tempo em que cada tipo
de equipamento será utilizado, tudo em função do cronograma físico da
obra.
A mecanização tem grande importância financeira
na obra por conta da redução da mão-de-obra, do desperdício de
materiais e de prazo. As vantagens dessa mecanização aumentam se o
investimento e a viabilidade dos equipamentos forem previamente
planejados, facilitando a organização dos processos produtivos e o
aumento da qualidade dos serviços. Essa mecanização do canteiro reduz
custos indiretamente, mas o custo direto dessa mecanização deve ser
calculada de forma que se enquadre dentro da margem de custo do
serviço e dentro do valor global da obra. É preciso saber quais
equipamentos e onde devem ser empregados, para que se tenha uma
economia de recursos.
A mecanização não é um processo generalizado,
ela depende do tipo de obra, da mão-de-obra empregada e da tecnologia
aplicada, quando se tem curtos prazos e um grande volume de serviço, a
mecanização é fundamental, em obras pesadas com estradas, pontes,
barragens e hidrelétricas é inviável trabalhar com muita mão-de-obra
operacional.
Em qualquer tipo de obra é preciso fazer a
relação entre a mão-de-obra e o tipo de mecanização mais adequada, em
obras de grande porte a mecanização têm um peso maior, mas em obras de
edificações com cronogramas apertados e com transporte vertical, a
mecanização pode ser usada em paralelo com uma demanda maior de
mão-de-obra operacional, nesse tipo de obra é preciso ter um
planejamento logístico do canteiro, prever a capacidade técnica do
operador e o espaço disponível para a locação ou locomoção de grandes
equipamentos, como por exemplo, gruas.
Outra relação que deve ser verificada é relação
custo-benefício principalmente para maquinas de transporte, onde seu
custo é alto e fixo, independentemente se a obra é de longo ou curto
prazo. Quanto maior o porte da obra a possibilidade de uso intenso do
equipamento aumenta, além disso, é preciso que se elabore um
cronograma de atividades para esse equipamento de transporte, evitando
que ele se torne ocioso e improdutivo.
Fatores que determinam o uso de um equipamento de transporte:
- viabilidade técnica e econômica;
- treinamento operacional;
- o tipo e o espaço físico da obra;
- o cronograma;
- o processo executivo;
- a segurança;
- capacidade e o espaço para locomoção;
Esses fatores determinam também o conjunto de
sistema de transportes a ser implantado e os critérios de custo,
segurança e qualidade.
Definido o tipo de sistema de transportes para
obras de edificação, onde o principal transporte é o vertical, o seu
investimento é diluído de acordo com o volume de obras que a empresa
tenha no momento, amortizando o os gastos iniciais.