Tecnicamente, podemos definir cimento como um pó
fino, com propriedades aglomerantes, aglutinantes ou ligantes, que
endurece sob a ação de água. A arquitetura monumental do Egito Antigo
já usava uma liga constituída por uma mistura de gesso calcinado que,
de certa forma, é a origem do cimento. As grandes obras gregas ou
romanas, como o Panteão e o Coliseu, foram construídas com o uso de
certas terras de origem vulcânicas, com propriedades de endurecimento
sob a ação da água.
O passo seguinte aconteceu em 1758, quando o
inglês Smeaton consegue um produto de alta resistência, por meio da
calcinação de calcários moles e argilosos. Em 1918, o francês Vicat
obtém resultados semelhantes aos de Smeaton pela mistura de
componentes argilosos e calcários. Ele é considerado o inventor do
cimento artificial.
Seis anos depois, outro inglês, Joseph Aspdin
patenteia o "Cimento Portland", que recebe este nome por apresentar
cor e propriedades de durabilidade e solidez semelhantes às das rochas
da ilha britânica de Portland.
Hoje, o cimento Portland é um material
rigorosamente definido, e sua fabricação segue princípios bem
estabelecidos. A grande versatilidade de emprego e notáveis qualidade
de adaptação a novos produtos e métodos construtivos aumentam, a cada
dia, sua ampla gama de aplicações.
O cimento no Brasil
A primeira fábrica de cimento Portland iniciou
atividades no Brasil em 1926. Quase 30 anos depois, teve origem a
produção de cimento branco, devido à necessidade de um cimento para
fins especiais, que proporcionasse mais beleza e conforto, através do
tratamento térmico das edificações.
O primeiro forno de cimento branco entrou em
operação em 1952, sendo distribuído ao mercado, a partir de 1954, com
a marca Irajá, que integra a linha de produtos da Votorantim Cimentos.
Em 1984, foi lançado o cimento branco estrutural, com
o objetivo de atender construtores de obras de concepção arrojada, nos
serviços de concreto aparente, pré-fabricados e pisos de alta
resistência.