Especialistas afirmam que a tendência do mercado de
lâmpadas aponta para os produtos de alta eficiência luminosa, baixo
consumo, grande durabilidade, de eletrônica integrada, automação do
sistema de iluminação e, especialmente, para as lâmpadas de pequenas
dimensões.
Existem três tipos de lâmpadas e o funcionamento
de todas é inspirado na natureza, afirma o gerente comercial da Osram
Mauri Luís da Silva. As lâmpadas da família das incandescentes imitam
a luz solar, e as de descarga - como as fluorescentes, as de mercúrio,
as de sódio e as de multivapores metálicos - imitam a descarga
elétrica produzida por um relâmpago. O terceiro tipo abrange os leds,
diodos emissores de luz que funcionam por luminescência, imitando os
vagalumes.
Incandescente - Primeira lâmpada comercialmente viável, ela
funciona quando a corrente elétrica passa pelo filamento de tungstênio
e o aquece, deixando-o em brasa. Emite mais calor do que luz - na
prática, apenas 6% do que consome de energia é transformado em luz
visível, e o restante é transformado em calor. Sua durabilidade é de,
no máximo, mil horas pelo fato de o filamento ir se tornando mais fino
devido ao aquecimento, causando a depreciação do fluxo luminoso até o
momento em que o filamento se rompe e a lâmpada queima.
Fibra óptica - Não é uma fonte luminosa, mas sim um condutor
de luz que pode ser comparado a uma mangueira de água. Depende de uma
fonte de luz num dos extremos.
Endura - Fluorescente diferenciada que tem uma bobina
eletromagnética no lugar do filamento para fazer a indução do
mercúrio. A ausência do filamento assegura vida útil de
aproximadamente 60 mil horas. É indicada para locais de difícil
manutenção, como espaços de pé-direito muito alto.
Vapor de mercúrio de alta pressão - Já foi muito usada na
iluminação pública e vem sendo substituída pelas lâmpadas de sódio.
Seu princípio de funcionamento é exatamente igual ao das
fluorescentes.
Sódio - Atualmente usada na iluminação pública, a lâmpada de
sódio oferece luz amarela e monocromática que distorce as cores - seu
IRC é de no máximo 30, afirma Silva. Em contrapartida, oferece grande
fluxo luminoso com baixo consumo. Seu funcionamento é parecido com o
das fluorescentes, exceto pela presença do sódio no lugar do mercúrio.
A partida requer reator específico e ignitor (espécie de starter que
eleva a tensão na hora da partida para 4 500l volts).
Reatores - Os antigos reatores eletromagnéticos grandes e
pesados, que funcionam em 60 hertz, vêm sendo substituídos pelos
modelos eletrônicos, que economizam energia e têm menor carga térmica.
Os reatores eletrônicos trabalham em 35 kilohertz, o que evita a
intermitência conhecida como cintilação e o efeito estroboscópico,
ambos responsáveis pelo cansaço visual. Os reatores de baixa
performance são os chamados “acendedores” e servem apenas para acender
lâmpadas em ambientes residenciais. Os de alta performance são
equipados com filtros que evitam interferências no sistema elétrico e
são indicados para instalações comerciais, hospitais, bancos, escolas
etc. Há ainda os reatores eletrônicos dimerizáveis, que permitem a
dimerização de fluorescentes - possibilidade inimaginável há apenas
dez anos. Seu uso permite a integração da luz natural com a artificial
- quando combinado a sensores, ele vai aumentando ou diminuindo a
intensidade luminosa das lâmpadas conforme a necessidade, de modo que
a luz artificial seja usada apenas como complemento à luz natural.
Também possibilita a criação de diferentes cenários de luz.
Multivapores metálicos - Tipo de lâmpada também conhecida
como metálica, contém iodetos metálicos. Seu funcionamento é similar
ao da lâmpada de sódio - requer reator e ignitor para elevar a tensão
de partida. Tem grande iluminância, IRC de 90 e é indicada para locais
onde é necessário haver iluminação profissional, como quadras de
tênis, grandes eventos, jogos de futebol etc. Na hora de substituir
uma lâmpada metálica por uma de outra marca, deve-se trocar também o
reator e o ignitor, pois eles são incompatíveis.
Halógena - Seu funcionamento segue o mesmo princípio da
lâmpada incandescente, da qual é considerada uma versão evoluída. A
diferença está no fato de que o gás halogênio no interior do bulbo
devolve ao filamento as partículas de tungstênio que se despreendem
com o calor. Com isso, ela ganha estabilidade de fluxo luminoso e um
aumento de durabilidade que pode chegar a 5 mil horas. Seu IRC é 100.
Fluorescentes - A corrente elétrica atravessa o reator, que
dá a partida da lâmpada e estabiliza essa corrente, enviando-a para o
interior da lâmpada, onde há um filamento recoberto por uma pasta
emissiva. Quando aquecido, esse filamento provoca a movimentação dos
elétrons no interior da lâmpada que, por sua vez, provoca a
vaporização do mercúrio, produzindo a emissão de raio ultravioleta. A
parede interna da lâmpada é pintada com pó de fósforo, e, quando os
raios UV atravessam essa pintura, eles são transformados em luz
visível. Com a evolução das lâmpadas, a pintura é feita hoje com o
trifósforo nas três cores básicas (vermelho, verde e azul), o que
resulta em maior fidelidade de reprodução de cores. As fluorescentes
de 26 milímetros têm vida útil de cerca de 16 mil horas.
Led - Há menos de cinco anos, o led só era usado como
indicador luminoso de aparelhos como rádio, TV ou computador ligados.
Com a evolução, ele deixou de ser um marcador para se transformar em
emissor de luz visível, e a cada ano os módulos de led estão dobrando
seu fluxo luminoso. Led é a sigla de Light Emissor Diod (diodo emissor
de luz). Não possui filamentos nem descarga elétrica, trabalha em
baixa tensão, normalmente 10 ou 24 volts, e consome em média 1 watt, o
que proporciona extrema economia de energia. Sua vida útil é de cerca
de 100 mil horas, o que dispensa manutenção, e ainda tem a vantagem de
praticamente não emitir radiações infravermelha e ultravioleta.
Oferece a possibilidade de criar cenas no modo RGB (sigla em inglês
para as três cores básicas: vermelho, verde e azul), comandadas por
controle remoto ou computador. É usado em marcação de cinemas, teatros
e substitui as fluorescentes em back-lights e fachadas.